quarta-feira, 31 de julho de 2013

Record aborda a sonegação da Globo

Por Cléber Sérgio de Seixas

No mês passado (27/06), o blog O Cafezinho, mantido pelo jornalista Miguel do Rosário, trouxe à tona o escândalo da milionária sonegação da Rede Globo por ocasião da compra dos direitos de transmissão dos jogos da Copa do Mundo de 2002, escândalo esse que alguns já chamam de Globogate. 

Com um artigo intitulado "Bomba! O mensalão da Globo!", Miguel fez o que a grande mídia deveria fazer mas não fez e não faz porque se irmana com a Vênus Platinada naquilo que conhecemos como PIG (Partido da Imprensa Golpista), organização que procura preencher as lacunas deixadas por partidos de oposição já sem discursos e propostas para o país. É indubitável que hoje quem capitaneia a oposição ao governo é a grande mídia golpista. Isso explica o ensurdecedor silêncio desta sobre o assunto, apesar de o povo já ter ido às ruas várias vezes protestar contra a poderosa organização dos Marinho.

A Record é o único veículo da televisão aberta que rompeu o silêncio acerca da sonegação Global. Abaixo reproduzo os vídeos das duas matérias que Jornal da Record veiculou até hoje sobre o assunto.

domingo, 21 de julho de 2013

Contra corruptos e corruptores

Por Cléber Sérgio de Seixas

Parcela expressiva do povo brasileiro tomou as ruas no mês de junho. Indivíduos que nunca antes haviam saído às ruas para protestar, fizeram-no, ora embalados por uma genuína revolta com o contexto político-econômico-social nacional, ora hipnotizados pelo canto de sereia dos grandes conglomerados midiáticos, interessados em instrumentalizar as manifestações em prol de seus interesses, leia-se interesses de uma burguesia nacional saudosa de um passado recente em que o neoliberalismo dava as cartas.

O estopim das manifestações foram as reivindicações do MPL (Movimento do Passe Livre) de São Paulo. Rapidamente, as ruas de todo o Brasil se encheram de cidadãos que protestavam sobre temas diversos, que iam do preço das passagens à corrupção no meio político. Dizia-se que não era apenas por 20 centavos, mas sim contra “tudo isto que está aí”.

Nesse contexto, não faltaram execrações públicas a partidos e seus políticos, e em algumas manifestações as bandeiras de partidos, sobretudo aquelas de cor vermelha, foram rechaçadas. Àqueles que demonizaram as bandeiras, que reverberaram discursos anti-partidários (não confundir com apartidários), que jogaram no mesmo "balaio de gato" todos os políticos, como se todos fossem iguais e estivessem irmanados na prática da corrupção, convém sugerir prudência.

Não se pretende nessas breves linhas afirmar que os que criticaram os políticos faziam-no sem motivo. Motivos suficientes há na política brasileira e de alhures para que o povo ocupe as ruas massivamente exigindo moralidade e mudanças. No entanto, criminalizar a política e os partidos políticos é um dos primeiros passos rumo ao fascismo. Antes de qualquer coisa, a política deve ser entendida além de sua modalidade partidária e apreendida em seu sentido lato, ou seja, como o povo participando das decisões acerca da vida na polis.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O povo não é bobo


Enquanto ainda alimenta a fantasia das “manifestações pacíficas” que cobriu, covardemente, do alto dos prédios das cidades, com repórteres postados como atiradores de(a) elite, a Rede Globo se vê, finalmente, diante de uma circunstância que não consegue dominar, manipular e, ao que parece, nem mesmo entender. Aliás, que jamais irá entender, porque se tornou uma instituição não apenas descolada da realidade, mas também do tempo em que vive. Ela e a maior parte dos profissionais que nela trabalham, estes que acreditam ter chegado ao topo da profissão de jornalista quando, na verdade, estão, desde muito tempo, vinculados ao que há de mais obsoleto, atrasado e cafona dentro do jornalismo nacional.

O poder da blogosfera progressista e de esquerda, que tanto incomoda, portanto, a conservadores e direitistas (partindo do pressuposto otimista de que há eventual separação entre eles), lançou-se numa organizada empreitada de apuração jornalística que fez a gigante platinada do Jardim Botânico tremer nas bases e, mais de uma vez, colocar pelo menos um dos joelhos no chão.

A partir de um superfuro do jornalista Miguel do Rosário, do site O Cafezinho, estabeleceu-se na blogosfera uma correia de transmissão informal, mas visceralmente interconectada, sobre o megaesquema de sonegação fiscal montado pelas Organizações Globo que resultou, em 2006, numa cobrança superior a 600 milhões de reais — 183 milhões de imposto devido, 157 milhões de juros e 274 milhões de multa. Foi resultado do Processo Administrativo Fiscal de número 18471.000858/2006-97, sob responsabilidade do auditor Alberto Sodré Zile. Como o auditor constatou crime contra a ordem tributária, abriu a Representação Fiscal para Fins Penais sob o número 18471.001126/2006-14.

sábado, 6 de julho de 2013

Para que o Senado?

Por Jeferson Malaguti Soares*

Não só na política, mas em qualquer segmento ou momento da vida, crise pode se transformar em oportunidade. Não confundir oportunidade com oportunismo barato. A crise desencadeada pelas recentes manifestações públicas, sem dúvida, é uma bela oportunidade que se abre para reformas no país.

A principal e a mais necessária é a reforma política. Dela vão surgir as outras, tão ansiadas pela população. Tudo na vida se transforma pela política, através dela. No meu entender, uma reforma política ampla e irrestrita, que atinja desde a regulamentação do financiamento de campanhas, passando pela regulação de partidos políticos, até a discussão sobre a necessidade de se manter um Senado Federal – vou além da extinção dessa degenerescência que é o suplente -, além de minimizar consideravelmente a oportunidade da corrupção, servirá para aproximar os políticos daqueles que os elegeram, hoje distanciados, principalmente, pela excrescência do voto secreto em plenário e nas comissões.

A reforma vai incentivar as discussões internas nos partidos e no legislativo, não apenas através da hegemonia de determinado grupo, mas em torno de projetos, cujos focos estariam voltados exclusivamente ao benefício da população.

Hoje e, desde sempre, faz-se oposição apenas para ser do contra.  Pior, sem projetos para a nação, sem propostas, o cinismo leva a oposição a condenar no governo as mesmas atitudes de quando era situação. O que prevalece na sociedade é o corporativismo. No Congresso, na mídia, no meio rural, na área da saúde, nas religiões etc. Vale tudo para defesa da classe. Nesse contexto o povo nunca é considerado.

CPI para investigar sonegação de impostos da Globo

Reportagem do Jornal da Record cuja edição foi ao ar no dia 05 de julho último, abordou, ainda que tardiamente, a suposta sonegação de impostos por parte da Rede Globo. O rombo com a receita seria da ordem de mais de 600 milhões de reais, valor, ao que tudo indica, ainda não pago ao Fisco. 

Abaixo o vídeo da reportagem.