terça-feira, 27 de outubro de 2015

Dica cultural - Lula e as lutas sindicais

Por Cléber Sérgio de Seixas

Apesar de o regime militar já estar em seus estertores nos anos finais da década de 70 e início dos anos 80, fazer greve em plena ditadura não era uma empreitada aconselhável, sobretudo à luz do que ocorrera ao operário Manuel Fiel Filho. Os sindicalistas de São Bernardo do Campo - SP ignoraram o risco e, aspirando a melhores salários e condições de trabalho, deflagraram uma onda de greves na região mais industrializada do Brasil. 

As lendárias greves operárias do ABC paulista prestaram enorme contribuição ao sindicalismo nacional e fomentaram a criação do Partido dos Trabalhadores (PT) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). 

À frente dos grevistas, Luiz Inácio da Silva, um retirante nordestino que se tornou operário, sindicalista, parlamentar e, mais tarde, o maior presidente deste país. 

Nestes três documentários um pouco da história recente do sindicalismo brasileiro e da trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva, o aniversariante do dia. 

Parabéns a Lula e aos trabalhadores brasileiros!



terça-feira, 13 de outubro de 2015

O banho do cidadão não é o culpado


A tragédia do Mar de Aral deve servir de alerta

Por Cléber Sérgio de Seixas

A racionalidade no consumo de água deve ser uma realidade no cotidiano de qualquer cidadão, não importa em que parte do Globo se encontre ou qual seja sua condição socioeconômica, e deve levar em conta tanto a finitude do “ouro azul” quanto sua importância para a sobrevivência dos seres vivos. Se o surgimento de água e o aumento dos oceanos forneceram o ambiente para que a vida proliferasse em nosso planeta, a diminuição desse bem precioso pode anunciar o início do fim das espécies.

Ultimamente, a parcimônia no consumo da água tem sido estimulada em função de premissas que revelar-se-ão falsas se postas sob a lupa de análises honestas. No contexto da estiagem, aqui e acolá, os brasileiros, sobretudo os do sudeste, têm sido instados a serem ligeiros no banho, a deixarem abertas as torneiras por menos tempo e, se possível, a reutilizarem suas águas. Súbito, uma preocupação que inexistiu no imaginário popular por décadas floresce como que no ritmo do crescimento dos cogumelos, a ponto de quase tornar-se um lugar-comum. 

A mídia representa a quem?

Por Jeferson Malaguti Soares *

“Grupos de atores políticos, defensores de seus próprios interesses e dos seus financiadores”. Essa é a mais completa definição da imprensa no planeta. A nossa nada fica a dever. A “opinião pública” nada mais é que a opinião dos donos midiáticos. Os principais grupos da mídia reivindicam a representação da opinião pública, em detrimento dos canais institucionais para tal: partidos políticos, governos e o legislativo.

Segundo a ética jornalistica, a mídia nunca pode se colocar na posição de porta-voz da opinião pública. Aqui então no Brasil isto deveria ser seguido à risca, haja vista nossa imprensa ter características de forte concentração nas mãos de algumas poucas famílias, formando um oligopólio de interesses particulares.

A mídia não se apresentou em nenhuma eleição. Não se candidatou. Não foi eleita. Não tem a legitimidade concedida pela vontade popular. Ao contrário, ela quer influenciar, formar, moldar a vontade popular. A opinião pública é a opinião da minoria que detém o poder da informação.