terça-feira, 29 de julho de 2014

Fotos e fatos – Dois tiros que mataram milhões


Por Cléber Sérgio de Seixas

A Primeira Guerra Mundial, conflito iniciado em 28 de julho de 1914, teve como estopim o assassinato do arquiduque austríaco Francisco Fernando e de sua esposa Sofia Chotek, mortos pelo anarquista sérvio Gavrilo Princip. No entanto, tal conflito deita suas raízes num complexo cenário econômico e geopolítico que só é compreensível se analisado no contexto do imperialismo que se desenhava desde o século XIX. 

A “partilha do mundo” entre os grupos monopolistas internacionais e as nações que eles representavam não acabou com a competição entre os mesmos, pelo contrário, acirrou-a, provocando conflitos territoriais que evoluíram da diplomacia para o campo bélico, da negociação pacífica para a utilização da força bruta, do diálogo para a agressão. Em outras palavras, o imperialismo conduziu o mundo a duas guerras mundiais, ambas motivadas pela conquista de novos territórios pelos grupos monopolistas.

A Inglaterra, além da mais poderosa armada de então e uma imensa frota de navios mercantes, possuía um quarto do globo em colônias. A Alemanha detinha um gigantesco parque industrial e contava com o exército prussiano, um dos mais profissionais da Europa. A França, também detentora de um vasto império colonial, com sua cosmopolita capital, era um importante centro cultural e de negócios. A imensa Rússia, embora ainda uma monarquia feudal, contava com um imenso exército e se destacava nas artes, com gênios na literatura, na música e na dança. O Império Áustro-Húngaro convivia com tensões internas e estava na iminência de desfazer-se em decorrência do acirramento de diferenças étnicas.

De um lado do front estavam os Aliados reunidos em torno da Tríplice Entente: Reino Unido, França e Império Russo. De outro, estavam os impérios centrais como a Áustria-Hungria, o Império Alemão e a Itália, unidos numa Tríplice Aliança.

Aquela guerra testemunharia o uso novidades bélicas no campo de batalha, como o tanque de guerra, o gás e a granada. Por outro lado, táticas militares que remontavam a milênios, como o uso da cavalaria, seriam utilizadas pela última vez numa guerra daquelas proporções.

O conflito que deixou um saldo de mais de 10 milhões de mortos se arrastou até 11 de novembro de 1918. No entanto, as razões que levaram o mundo a sua primeira guerra em escala global não cessaram com o fim da Primeira Grande Guerra. A derrota da Tríplice Aliança em 1918 não resolveu os problemas que resultaram na guerra. Pelo contrário, criou outros, dentre os quais as condições para a ascensão do nazi-fascismo, primeiro na Itália e depois na Alemanha. Esta, 21 anos depois, arrastaria a Europa e o mundo a outra guerra mundial ainda mais devastadora que a primeira.

A imagem é uma das poucas fotografias coloridas da Primeira Guerra, tirada pelo fotógrafo francês Fernand Cuville em Aisne, França, em 1917.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

O apartheid de Israel – a solução final

Foto: Mohammed Abed/AFP

Por Jeferson Malaguti Soares*

Percebe-se no comportamento dos sionistas um caso escandaloso daquilo que Freud denominou de “identificação com o agressor”, através do qual o medo, o pânico e o sentimento de impotência fazem com que o agredido, no caso os judeus frente ao nazismo, interiorize a figura do agressor e se assimile a ele.

Nada mais didático a esse respeito, ainda que monstruoso, do que os governos israelenses repetirem, compulsivamente, os crimes e o comportamento nazistas. Fazem isso há mais de 70 anos, quando, na verdade, sofreram nas mãos de Hitler pouco menos de 4.

A mentalidade colonial sionista aponta para uma solução racista para a questão judaica. O sionismo, como frequentemente revelam e reconhecem seus próprios executores, ao chegar ao poder – a partir da fundação do Estado de Israel – se revelou um regime retrógrado, racista e criminoso. A barbárie sionista repetiu, de forma contraditória (aparentemente, pois Freud provou o contrário), um genocídio planificado – o genocídio perpetrado pelos nazistas – desta vez contra o povo palestino, do qual seus mentores diziam salvar os judeus.