quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Lances de um capitalismo moribundo

 No pasaran!

Por Cléber Sérgio de Seixas

O capitalismo, em sua variante neoliberal, teima em manter-se de pé e nega confessar-se moribundo. Os fatos, porém, demonstram que o neoliberalismo está em seus estertores e a farra resultante de décadas de enfraquecimento do Estado e hegemonia do mercado está chegando a seu fim.

As conseqüências da crise econômica cuja bolha estourou em 2008 varrem todo o Globo e causam mais estragos naqueles países que insistem em seguir a bula neoliberal. Países que não seguiram os ditames do Consenso de Washington foram e têm sido menos atingidos pelos efeitos da crise. A tsunami decorrente do estouro da bolha chegou aqui como uma marolinha, como certa vez vaticinou o presidente Lula.

No velho mundo, a pesada bota da Troika pisa sobre os direitos de trabalhadores europeus, procurando minimizar a atuação do Estado no que toca ao bem-estar dos mesmos. Já se registram casos de trabalhadores espanhóis que buscam emprego no Brasil para fugir dos baixos salários e do desemprego que assola seu país.

O modus operandi dos magnatas do capital é análogo ao dos primórdios do neoliberalismo nos fatídicos anos 70 e 80. Reduz-se a produção e aumenta-se a especulação. Quando os efeitos danosos se fazem sentir, pede-se austeridade em troca de empréstimos que funcionarão paliativamente e, no futuro, cobrarão mais austeridade que redundará em mais precarização das condições de emprego e salário. Pouco ou nada se diz sobre os lucros exorbitantes dos bancos e do capital especulativo.

Os trabalhadores europeus, com destaque para espanhóis, gregos e portugueses, no entanto, não estão dispostos a pagar a conta resultante da ganância e dos exageros de um capitalismo sem freios, e por isso saem às ruas quando algum pacote de maldades é anunciado pelos governos da |Zona do Euro. Já é notória a atuação dos “Indignados” desde os eventos de 2011 na Espanha, capitaneados pelo movimento 15-M, e nos EUA pelo Occupy Wall Street.

Ontem, centenas de espanhóis se uniram na manifestação batizada de ‘Cerca o Congresso’ (Rodea el Congreso) nos arredores do Congresso de Deputados em Madrid. A polícia foi acionada e reprimiu com violência as manifestações.

Veja alguns lances do confronto no vídeo abaixo.

O discurso histórico de Requião

Foto: Agência Brasil

Por Cléber Sérgio de Seixas *

Nesta terça-feira, 25/09, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) pronunciou um discurso histórico em defesa do ex-presidente Lula. Conforme o senador, Lula está sendo atacado por setores da mídia, ou seja, por alguns poucos jornais, revistas, TVs e rádios, veículos que hoje constituem a verdadeira oposição do Brasil. Salientou que o ex-presidente sofre uma campanha de tentativa de destruir sua imagem, cuja motivação é constituida por oportunismo, irresponsabilidade, ciumeira e ressentimento. O senador ainda afirmou ainda que "só um verdadeiro idiota pode considerar Lula imune a defeitos e erros, mas só outro idiota pode negar o reconhecimento das qualidades de Lula como presidente do Brasil."

Confiram abaixo, em vídeo, o discurso do senador Requião.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O alvo é Dilma em 2014


 Por Eduardo Guimarães em seu blog

O PT vai despertando de um transe que fez com que acreditasse que seria sustentável para a democracia brasileira conviver com monstrengos como esses impérios de comunicação que cada vez mais vão se tornando uma espécie de jabuticaba, porque, em breve, só existirão no Brasil. E há quem acredite que esse despertar já chegou até à presidente da República.

Ao Sul da América do Sul, porém, a semana começa com uma notícia que exige muita reflexão: até dezembro, os oligopólios de mídia argentinos, a começar pelo Grupo Clarín (a Globo argentina), terão que se desfazer de considerável parte de seus impérios no âmbito da entrada em vigor de uma lei da mídia idêntica à que existe em qualquer parte do mundo desenvolvido.

É um avanço imenso, impensável no Brasil. Afinal, em nenhum país civilizado existem grupos de comunicação que operam em todas as plataformas de mídia (televisão aberta e a cabo, rádio, jornais, revistas e portais de internet) como ainda ocorre em vários países latino-americanos, ainda que boa parte deles já esteja impondo regras a essa orgia comunicacional.

O resultado desse remanescente gigantismo e dessa voracidade por verbas públicas dos grandes grupos empresariais de comunicação todos estão vendo no Brasil. Cada vez mais, essas aberrações vão atuando como um poder paralelo ao do Estado – e, muitas vezes, prevalente.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A síndrome do direitismo enrustido

(clique para ampliar)

Por Cléber Sérgio de Seixas

A imprensa burguesa tupiniquim padece de uma doença cuja cura é ainda desconhecida. Um dos sintomas clássicos de tal patologia é a recusa daquela em confessar que suas convicções ideológicas se posicionam à direita do cenário político-ideológico. Outra afecção marcante da doença é a fala desconexa e descontextualizada e a megalomania, ambas se manifestam em reportagens e editoriais.

Praticamente não se tem notícia de casos desta doença em outros países, sobretudo no continente europeu e nos EUA. Na França, por exemplo, veículos como o Le Figaro e o Le Monde confessam-se abertamente de um lado ou de outro do espectro político-econômico-ideológico, o primeiro abertamente conservador e de direita, o segundo de esquerda. Nos Estados Unidos, até o mundo mineral conhece as posições ultraconservadoras do grupo Fox.

No Brasil há raras exceções de grupos midiátios que não foram contaminados por essa doença. Vez ou outra um veículo manifesta sinais de cura. Foi o caso do Estadão no dia 25 de setembro de 2010, no calor da campanha presidencial.

Nosso Supremo


Por Jeferson Malaguti Soares *


Está mais do que comprovado, pelas últimas eleições presidenciais, que a mídia servil não faz a cabeça das classes C,D e E.  Mais: dados levantados pelas agencias de pesquisas mostram que a maioria dos intelectuais e pessoas com curso superior também não se deixam levar pelo que veem, ouvem ou leem na imprensa nacional, tamanho seu descrédito atual.

No entanto, acompanhamos com muita surpresa que a mídia burguesa conseguiu influenciar os votos dos ministros (ou juizes?) do STF. Até inimigos figadais como Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes, que protagonizaram um bizarro  bate boca em plena sessão do STF  há algum tempo,  se unem no deboche irônico ao PT. Aliás, nunca vi um ministro (ou juíz) do Supremo fazer referencia desairosa a qualquer partido político. Não lhes cai bem essa intromissão constrangedora no ambiente politico partidário. Estariam nossos juízes fazendo opção por algum partido? São filiados a algum? Sabemos de filiações ocultas, clandestinas, que não podem ser divulgadas, são secretas em função de o "filiado" pertencer a algum organismo que não as permitem. Por exemplo, um general filiado a um partido de esquerda. Seria o caso?

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O discurso do senador Viana



Por Cléber Sérgio de Seixas


O Senador Jorge Viana (PT-Acre) fez ontem um discurso histórico que marca o rompimento do PT com o posicionamento de neutralidade até então adotado pelo partido em relação às mais recentes acusações da revista Veja contra o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Em seu discurso, Viana citou que o mensalão mineiro foi a origem do esquema que hoje está sendo julgado no STF. "O mensalão de Minas deu origem a esse esquema criminoso que está sendo julgado. Alunos mal aplicados do PT foram tentar repetir o modelo profissional do PSDB e do PFL", afirmou Viana.

Confiram no vídeo abaixo a íntegra do discurso do senador. 

 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

A eleição presidencial de 2014 já começou

Por Cléber Sérgio de Seixas


Com a chegada de um operário ao poder a classe operária brasileira quase chegou ao paraíso. Ainda não chegou porque uma série de reformas estruturais ainda está por fazer, com destaque para as reformas política, tributária, agrária e eleitoral.

No entanto, o governo Lula, bem como o governo Dilma, que não rompeu com os pressupostos básicos do anterior, estão retirando milhões da pobreza e miséria, inserindo outros milhões na classe média, fortalecendo o mercado interno ao promover o consumo como nunca antes, livrando o País dos efeitos de uma das maiores crises capitalistas da História, desconstruindo o “complexo de vira-latas” que sempre dominou a política externa brasileira, etc.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Dilma: a ilusão de um acordo com a mídia

Por Rodrigo Vianna em seu blog

Já nos primeiros meses de governo, tudo estava claro. O governo Dilma significou um movimento rumo ao centro. Parecia uma estratégia inteligente, como escrevi na época aqui: Lula tinha já o apoio da “esquerda” tradicional – com sindicatos, movimentos sociais e também a massa de eleitores de baixa renda beneficiados pelos programas sociais. Dilma avançou para o centro, com acenos para a classe média que preferira Serra e Marina em 2010. A agenda ”técnica” e a ”faxina” são a face visível desse giro ao centro. Não é à toa que Dilma alcançou mais de 80% de aprovação.

Mas ela não fez só isso. Abriu mão de conquistas importantes dos anos Lula: houve retrocessos na Cultura e na área Ambiental, pouca disposição para dialogar com os movimentos sociais, nenhuma disposição para qualquer avanço na área de Comunicações. São apenas alguns exemplos.

Concentro-me nesse último ponto: o Brasil tem uma legislação retrógrada e um mercado de mídia dominado por meia dúzia de famílias. Não é só um problema de falta de concorrência, mas um problema político – na medida em que essas famílias  impedem a diversidade de opinião e interditam o debate no país. No segundo mandato, Lula percebeu a necessidade de mexer nessa área; convocou a Confecom (Conferência Nacional de Comunicação) e encomendou a Franklin Martins um novo Marco Regulatório para o setor. Dilma preferiu o silêncio, mandou o ministro Paulo Bernardo guardar o projeto de Franklin numa gaveta profunda.

Dilma foi a festinhas em jornais e TVs, logo após a posse, e aceitou as pressões da velha mídia para  barrar a investigação da “Veja” e de Policarpo na CPI do Cachoeira. O governo foge do confronto. Ao mesmo tempo, entope de anúncios – e de dinheiro- as empresas que são as primeiras a barrar qualquer tentativa de avanço no país – como escreveu Paulo Henrique Amorim.

Nossa mídia

Os jornalistas da grande mídia nacional permanecem como reféns do aquário

Por Jeferson Malaguti Soares *

Até quando nossos jornalistas vão aceitar passivamente as ordens de editores partidários e antiéticos? Quando vão lutar para ocupar seu lugar de dignos representantes da seriedade? São perguntas para as quais não encontro respostas em curto prazo.

A questão cultural no Brasil é também uma questão moral. A mídia está perdendo o bonde da História ao renegar o papel de propulsora da cultura nacional. Uma educação ruim gera bons telespectadores, péssimos eleitores e uma enxurrada de candidatos sem preparo. A imprensa tupiniquim tem desenvolvido uma capacidade ilimitada para exploração de temas sensacionalistas, especialmente ligados a Lula, Dilma e ao PT, na maioria dos casos inventados por ela. Atira-se com voracidade canina sobre todos os assuntos que possam gerar constrangimentos ao Governo. Artigos violentos, verborrágicos, audaciosos, facciosos.

Com certeza esse tipo de mídia nunca se coloca gratuitamente, de algum lado. Interesses escusos ditam-lhe o sentido. Hoje, vincula-se aos setores mais à direita, mais reacionários e entreguistas da política brasileira, e até se tornou seu porta-voz.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

É hora de desarmar Deus

Manuscrito medieval que retrata a conquista de Jerusalém durante a Primeira Cruzada (1099)

Por Mauro Santayana

O grande problema de Deus é que não o conhecemos senão na mente e no coração dos homens. E os homens constroem a sua fé com a frágil experiência de seus limitados sentidos, suficientes apenas para o trânsito no mundo em que vivemos. Os olhos podem crescer nos telescópios e ir ao fundo dos universos, ou na perscrutação das moléculas e átomos, mas isso é pouco para encontrar Deus, e menos ainda para construí-lo.

Sendo assim, e desde que há comunidades políticas, o monoteísmo tem servido para identificar ou acerbar as razões ou desrazões nacionais.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Carta aberta a Fernando Henrique Cardoso

Theotonio dos Santos à esquerda de FHC

Meu caro Fernando,

Vejo-me na obrigação de responder a carta aberta que você dirigiu ao Lula, em nome de uma velha polêmica que você e o José Serra iniciaram em 1978 contra o Rui Mauro Marini, eu, André Gunder Frank e Vânia Bambirra, rompendo com um esforço teórico comum que iniciamos no Chile na segunda metade dos nos 1960. A discussão agora não é entre os cientistas sociais e sim a partir de uma experiência política que reflete comtudo este debate teórico. Esta carta assiada por você como ex-presidente é uma defesa muito frágil teórica e politicamente de sua gestão. Quem a lê não pode compreender porque você saiu do governo com 23% de aprovação enquanto Lula deixa o seu governo com 96% de aprovação. Já discutimos em várias oportunidades os mitos que se criaram em torno dos chamados êxitos do seu governo. Já no seu governo vários estudiosos discutimos, já no começo do seu governo, o inevitável caminho de seu fracasso junto à maioria da população. Pois as premissas teóricas em que baseava sua ação política eram profundamente equivocadas e contraditórias com os interesses da maioria da população. (Se os leitores têm interesse de conhecer o debate sobre estas bases teóricas lhe recomendo meu livro já esgotado: Teoria da Dependencia: Balanço e Perspectivas, Editora Civilização Brasileira, Rio, 2000).


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Sem lar, sem vida

O programa Domingo Espetacular (Rede Record) que foi ao ar ontem exibiu o documentário "Vidas Sem Lar", de Marco Aurélio Mello e Gustavo Costa. Apresentado pelo rapper Ndee Naldinho, o documentário abordou a atribulada situação dos sem-teto no país, onde aproximadamente 8 milhões de pessoas não têm onde morar.

Assistam abaixo o documentário.

domingo, 9 de setembro de 2012

"Mensalão": julgamento justo?

 Podemos confiar no veredicto de juízes que dormem durante a argumentação dos advogados?

Por Jeferson Malaguti Soares *

Na verdade o que está em jogo é o julgamento da justiça, que condena pobres, pretos e petistas, e absolve ricos como Daniel Dantas. Quem está sendo penalizado é o povo brasileiro, que optou por uma República voltada para o social.

A imprensa capitalista, servil e farsante, ávida por dinheiro, se deixa encabrestar pela Casa Grande, e relega a um terceiro plano noções clássicas de jornalismo: criticidade, apartidarismo e pluralismo.

Como empresas, a mídia se enraíza nas forças de mercado e adota atitudes de total dependência face a grupos de poder econômico. Faz das notícias e idéias mercadorias sem o mínimo de rigor técnico, e não se preocupa em manter uma relação de transparência com a opinião pública.

Faz hoje a mais repugnante auto-censura, onde prevalecem os interesses da burguesia e do capital em detrimento do social. Se encarrega de forjar e preservar uma imagem positiva do neoliberalismo e aposta na despolitização do povo.

Enfim, a mídia joga por terra a ética, através da qual o jornalista deve assumir compromisso apenas com a isenção na cobertura dos fatos, com a liberdade de expressão, com o direito de informar e com o acesso do leitor/espectador/ouvinte a toda a informação ou opinião corretas e importantes.

A mídia é, por excelência, um órgão formador de opinião. Sua força se mede pela capacidade de intervir no debate público e, apoiada em fatos e informações exatas e comprovadas, mudar convicções e hábitos. Mas, a mídia também é formada pela opinião pública, que a influencia e pressiona.  No entanto, nossa imprensa é cega e surda para o clamor público. É lamentável!


* Jeferson Malaguti Soares é Secretário de Comunicação do PCdoB Ribeirão das Neves e colaborador deste blog.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Assange, Wikileaks e a censura no século XXI

 Capa da revista Life n° 97,  de 29 de maio de 1944

Por Fernano Báez *

Na capa da revista Life nº 97, de 29 de maio de 1944, aparece uma imagem que sempre me perturbou. Refiro-me a cena frequente na Segunda Guerra Mundial: dois oficiais, um deles cabisbaixo, talvez sorridente, junto a uma pilha de folhas em chamas e o outro, tomando o desinteresse pelo dever, a deitar os olhos à correspondência. Ambos calcinam informação secreta num pequeno forno e a legenda da imagem estabelece de forma expressiva: “Oficiais da Base de Espionagem, que vigiam a espionagem do inimigo, queimam papéis confidenciais”.

Falo de 1944, um ano de ações terríveis que provavelmente obrigaram a apagar dados de operações cruéis contra os nazis; o incrível é que se passaram quase sete décadas e os governos dos EUA continuam em guerra e a ocultar dados, sem se importar com a Lei da Liberdade de informação, de 1966, nem com a Freedom of Information Clearing House, organismo que protege cidadãos em busca de informação pública que seja recusada. Lugares como a prisão de Guantánamo são abóbodas sobre verdades ocultas, embora os cidadãos entusiastas e ativos confiem que o fenómeno Wikileaks volte a pegar nos antecedentes dela e que derrube as aspirações dos manipuladores do mundo.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Recebi do ex-presidente Lula uma herança bendita

 Foto: Wikipedia/Agência Brasil

Em  03 de setembro a Presidenta Dilma Rousseff disse, em nota oficial, que recebeu do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma herança bendita . Dilma afirmou que recebeu de Lula um país com economia sólida, crescimento robusto e inflação controlada. Leia abaixo nota* em sua íntegra:

Citada de modo incorreto pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo publicado neste domingo, nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, creio ser necessário recolocar os fatos em seus devidos lugares.

Recebi do ex-presidente Lula uma herança bendita. Não recebi um país sob intervenção do FMI ou sob a ameaça de apagão.

Recebi uma economia sólida, com crescimento robusto, inflação sob controle, investimentos consistentes em infraestrutura e reservas cambiais recordes.

Recebi um país mais justo e menos desigual, com 40 milhões de pessoas ascendendo à classe média, pleno emprego e oportunidade de acesso à universidade a centenas de milhares de estudantes.

Recebi um Brasil mais respeitado lá fora graças às posições firmes do ex-presidente Lula no cenário internacional. Um democrata que não caiu na tentação de uma mudança constitucional que o beneficiasse. O ex-presidente Lula é um exemplo de estadista.

Não reconhecer os avanços que o país obteve nos últimos dez anos é uma tentativa menor de reescrever a história. O passado deve nos servir de contraponto, de lição, de visão crítica, não de ressentimento. Aprendi com os erros e, principalmente, com os acertos de todas as administrações que me antecederam. Mas governo com os olhos no futuro.

Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil

* Nota publicada pelo Blog do Planalto

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Um intelectual orgânico

Michel Le Ven (na extrema direita) e a repressão ao fundo

Por Cléber Sérgio de Seixas *

No último sábado, a Ministra-chefe da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, esteve em Ribeirão das Neves para prestar seu apoio à candidata a prefeita pelo PT, Daniela Corrêa. Durante o evento, a ministra alegrou-se com a presença de um ilustre cidadão nevense, francês de nascimento e brasileiro de coração: Michel Marie Le Ven. Eleonora afirmou que estava muito tranquila ao saber que pessoas como Michel apoiam a candidata petista.

De fato, é de peso o apóio do pensador franco-brasileiro à campanha da candidata petista. Michel Le Ven é, atualmente, um dos maiores intelectuais de Ribeirão das Neves/MG. Conheci-o no início do ano passado numa manifestação promovida pela Rede ‘Nós Amamos Neves’. Na ocasião, fiquei impressionado ao ver o destemor daquele senhor septuagenário ao discursar diante de agentes do GIT (Grupo de Intervenções Táticas) fortemente armados, que ali estavam, naquele 10 de abril de 2011, para impedir que os manifestantes prosseguissem sua marcha rumo às proximidades do canteiro de obras daquele que será o primeiro presídio do país construído em regime de Parceria Público Privada (PPP).

Lula e Patrus na Praça da Estação